Política Paranaense

Postado dia 06/01/2015 às 05:55:08

Tiago Amaral e Alex Canziani usaram helicóptero apreendido em Londrina

O helicóptero apreendido pela Polícia Federal em Londrina nesta terça-feira (2) foi usado por dois candidatos nas eleições deste ano. Tiago Amaral, eleito deputado estadual pelo PSB, e Alex Canziani, reeleito deputado federal pelo PTB, compartilharam o mesmo voo para Guaraci, no norte do Paraná, no dia 5 de setembro. 

A reportagem do Bonde teve acesso a imagens que mostram a chegada dos dois na cidade para compromissos de campanha. 

Arilson Bonilha/Bonde Repórter
Arilson Bonilha/Bonde Repórter



O helicóptero tem o mesmo prefixo (PR-YFH) do apreendido pela PF na manhã desta terça-feira, 2, no Aeroporto 14 Bis. 

Arilson Bonilha/Bonde Repórter
Arilson Bonilha/Bonde Repórter



Por meio da assessoria de imprensa, o deputado Alex Canziani informou que alugou o helicóptero da empresa londrinense Viaer Táxi Aéreo e Aerofotografia Ltda, e garantiu não manter qualquer tipo de relação com o chefe da quadrilha desarticulada pela Polícia Federal. 

A prestação de contas de Canziani indica gasto com serviços aeronáuticos no dia 6 de setembro. A Viaer teria recebido R$ 15,3 mil pelo serviço. 

Consulta feita pelo Bonde no site da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostrou que a aeronave pertence, de fato, à Viaer, mas foi arrendada de forma operacional pela empresa a Edvaldo Muniz da Silva, apontado como chefe da quadrilha desarticulada na Operação Denarius

Procurada pela reportagem, a Viaer confirmou o arrendamento e garantiu que vai entregar toda a documentação que comprova o acordo à Polícia Federal. A empresa não soube informar há quanto tempo arrendou o helicóptero para Silva. Já sobre o aluguel da aeronave ao deputado Alex Canziani, a Viaer informou que, pelo contrato de arrendamento, tem o direito de usar o helicóptero por algumas horas a cada mês. 

Em agosto, a Viaer teria usado a aeronave para a realização de voos panorâmicos, e em setembro alugado o veículo ao deputado federal. A empresa alegou não poder apresentar extratos que comprovariam o aluguel ao parlamentar.

do Bonde

 


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