Veja Também -
Negócio criado por estudantes da UEL vence prêmio Sebrae Startups 2026
Negócio criado por estudantes da UEL vence prêmio Sebrae Startups 2026
Negócio criado por estudantes da UEL vence prêmio Sebrae Startups 2026
Mulher escreve 'socorro' em prontuário médico e marido é preso em flagrante
Assaí: Praça da 'cidade inteligente não tem árvores e bancos para sentar- Veja + Norte do Paraná
Norte do Paraná
Postado dia 06/01/2015 às 05:55:08
Andirá, Bandeirantes e São Jerônimo podem perder Bolsa Família
Falha no repasse de informações sobre saúde básica compromete verbas em 27 cidades do Paraná: 16 mil famílias podem ser prejudicadas, entre elas estão as das cidades de Andirá, Bandeirantes e São Jerônimo da Serra, no Norte Pioneiro. Foto Albari Rosa/Gazeta do Povo Jardim Olinda é uma das cidades paranaenses “a perigo” nas contas do Bolsa Família: em dívida com os dados oficiais Vinte e sete municípios do Paraná têm até hoje para resolver suas pendências e não perder recursos do programa Bolsa Família. Essas prefeituras apresentam um nível de registro de informações de saúde inferior a 20%, o que implica na suspensão do benefício. Se os municípios não ampliarem os dados até o fim do ano, deixarão de receber os recursos do Índice de Gestão Descentralizada Municipal (IGD-M) durante todo o primeiro semestre de 2015. O IGD-M é um recurso criado para ajudar a gerir os programas sociais do governo. Como consequência do cancelamento, um total de 16 mil famílias perderão o benefício por seis meses. Em tempo, todas as cidades arroladas possuem o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) entre médio e alto (de 0,5 a 0,7). Dados parciais de dezembro do Ministério do Desenvolvimento Social apontam que em todo o Paraná o porcentual de cobertura é de 56% –mesmo índice registrado em todo o país. Em contrapartida, cinco das 27 cidades paranaenses em situação delicada – Bom Sucesso, Califórnia, Jardim Olinda, Morretes e Tupãssi– apresentam um porcentual de cobertura de saúde de 0%. Um dos requisitos mínimos para conceder o pagamento do Bolsa Família é cumprir as chamadas “condicionalidades de saúde”. As famílias beneficiárias assumem o compromisso de acompanhar o cartão de vacinação, o crescimento e o desenvolvimento das crianças menores de 7 anos. As mulheres na faixa de 14 a 44 anos devem fazer o acompanhamento e, se gestantes ou lactantes, realizar o pré-natal. O gestor municipal deve fazer sua parte e acompanhar as famílias beneficiadas. Critérios Segundo o Ministério da Saúde, as “condicionalidades” são compromissos assumidos tanto pelas famílias beneficiárias quanto pelo poder público. As famílias devem assumir e cumprir esses compromissos para continuar recebendo o benefício. E é responsabilidade do poder público ofertar serviços públicos de saúde, e também de educação e assistência social. De acordo com Nircélio Zabot, coordenador de Renda e Cidadania da Secretaria da Família e Desenvolvimento Social do Paraná, um dos motivos para as cidades não atingirem o índice mínimo é a falta de organização. “O monitoramento de saúde é universal. Por um erro de gestão os municípios podem ter o repasse cortado por seis meses”, reforça. Zabot ressalta que não só as prefeituras podem ter o repasse suspenso, mas as famílias beneficiadas também. “O mais sério de tudo é que se as famílias não foram registradas e não tiveram o acompanhamento podem perder o benefício. E são pessoas que já estão inseridas em um contexto de pobreza”, analisa. Municípios alegam dificuldades com planilhas Algumas cidades que hoje estão abaixo da meta de 20% de cobertura de saúde no programa Bolsa Família prometeram resolver a pendência em tempo hábil – o prazo expira hoje. O município de Califórnia, Região Norte do Paraná, por exemplo, apresenta 0% de cobertura, mas os gestores municipais afirmam que o número correto é perto de 70%. A justificativa é que o cadastro não tinha sido completamente preenchido até a conversa com a reportagem. O secretário municipal de Saúde de Carambeí, nos Campos Gerais, Mário de Mello Filho, afirma que o município teve problemas técnicos para preencher os dados. “Foi um problema pontual no sistema. Mas vamos ter uma média de 85%. Não ficaremos sem esses repasses”, garante. A cidade apresenta dados inferiores a 1% de co
tura.




