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Norte do Paraná
Postado dia 06/01/2015 às 05:55:08
Presidente do Londrina exalta parceria com a SM Sports

de O Povo
Profissionalização no quadro colaborativo do clube, construção de um centro de treinamentos para formação de jogadores, levantamento das potencialidades e de como explorá-las, licenciamento de produtos, instalação de museu e loja, e zeramento das dívidas. As palavras soavam como utopia para o Londrina até um passado recente.
Porém, hoje são as mais debatidas nos corredores da sede administrativa do clube, no VGD e estão cada vez mais sendo colocadas em prática. Este renascimento do Tubarão ocorreu não apenas dentro de campo, onde voltou a ter conquistas e revelar jogadores por meio da parceria com a SM Sports. Mas o trabalho feito fora de campo também projeta um futuro animador ao clube mais popular do interior do Paraná.
A entrega da gestão do departamento de futebol a uma empresa especializada e com capital para garantir esse custo alto, com um acordo bem costurado e vantajoso para o clube, possibilitou tranquilidade à administração para botar a casa em ordem e projetar o futuro mais profissional, lucrativo e estruturado.
Atual mandatário do clube, Felipe Prochet, fala dos projetos que estão em andamento de forma empolgada, com brilho nos olhos. Ele cuida pessoalmente da transformação pela qual passa o estádio VGD e percorre clubes pelo Brasil e pelo exterior em busca de exemplos do que pode ser feito no Tubarão. O presidente assumiu o cargo em dezembro de 2013 e o mandato dele vai até o final de 2016.
- Daqui a dez anos o clube pode começar a pensar em caminhar sozinho, colhendo os frutos de hoje. Que a parceria dure mais 15 anos - celebrou Prochet, rechaçando qualquer possibilidade de o clube não querer seguir com a parceria com a SM Sports após 2020, quando acaba o contrato atual de gestão.
No entanto, ele sabe que neste período é fundamental utilizar o dinheiro que entra nos cofres alvicelestes para essa estruturação. Apenas em 2014, a SM Sports repassou para o Londrina R$ 650 mil correspondentes aos 5% que o clube tem dinheiro em negociações de jogadores ao longo da temporada que acabou. Não estão computadas a transferência de Joel ao Cruzeiro, e as parcelas que faltam ser pagas em negociações parceladas, como a de Wendell ao Bayer Leverkusen, da Alemanha. O clube ainda faturou R$ 300 mil entre bilheterias e patrocínios e garantiu R$ 1 milhão da Timemania. Esse dinheiro vindo da loteria fica bloqueado e só pode ser usado para pagamentos de débitos com o governo federal, como impostos e encargos sociais e é o que o Londrina vem fazendo. O Tubarão conseguiu emplacar seu refinanciamento das dívidas, que giravam em torno de R$ 5,5 milhões. Pagou R$ 1,5 milhão de entrada e vem pagando parcelas de R$ 52 mil mensais. Hoje, o time é o 26º colocado no ranking das apostas, o que lhe garante um valor aproximado de R$ 80 mil mensais da loteria. Os 20 melhores deste ranking recebem uma fatia três vezes maior desse bolo, por isso, uma das metas alvicelestes é entrar neste grupo, o que significaria, pelos números atuais, mais 500 mil apostas durante um ano.
Com os números atuais, a expectativa de Prochet é de ver a dívida ser totalmente paga em no máximo cinco anos.
- Nossa meta é estar com todas as certidões negativas em cinco anos, mas se subirmos de faixa na Timemania, esse processo pode cair para 2,5 anos - argumentou.
A prioridade nesta quitação se justifica. O clube tem um projeto de construção de um centro de treinamentos para as categorias de base e a ideia é ser beneficiado pela lei de incentivo ao esporte do governo federal.




