Assaí

Postado dia 10/01/2015 às 02:51:33

Países menos corruptos têm mais mulheres na política

De acordo com dados da Transparência Internacional, os quatro países menos corruptos do mundo são Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia e Suécia. Já os mais corruptos são Somália, Coréia do Norte, Sudão e Afeganistão. Em tal lista de 175 países, os Estados Unidos ficam em 17º lugar, e o Brasil, 69º.

Da análise dos números, têm-se que as nações com menos corrupção são aquelas que contam com mais mulheres na política. Nesse quesito, de participação feminina no poder, encabeçam a lista Suécia (45%), Finlândia (42,5%), Dinamarca e Holanda (39%) e Alemanha (36,5%).

Em março de 2014, de um total de 535 vagas, havia 102  mulheres no Congresso dos Estados Unidos (19%), ou seja, três vezes mais que o registrado antes das eleições de 1992, com 34 cadeiras, ou 6%.

De acordo com relatório do Fórum Econômico Global, lançado em novembro de 2014, as melhores nações para as mulheres são Islândia, Finlândia, Noruega, Suécia e Dinamarca. O estudo levou em conta as possibilidades de participação política, oportunidades de emprego e salários e ainda acesso à saúde.

Na Dinamarca, que historicamente tem sido considerado o país menos corrupto do mundo, as mulheres passaram a ter direito ao voto ainda em 1906. Na Inglaterra, isso aconteceu em 1792. Nos Estados Unidos, alguns territórios e estados previam tal direito a partir de 1869. No entanto, tal direito foi garantido pela Constituição americana somente em 1920. Já no Brasil, em 1932.

Margareth Thatcher entrou para a história como a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do Reino Unido, em 1979. Já Vigdís Finnbogadóttir, da Islândia, ostenta a condição da primeira mulher em todo o mundo a assumir a presidência de um país, em 1º de agosto de 1980. Ela governou durante 16 anos. No Brasil, a presidente Dilma Rousseff já cumpre seu segundo mandato (2015/2018).

Por outro lado, a presidente Tarja Halonen, a primeira no cargo, comandou a Dinamarca entre 2000 e 2012. Na etapa inicial do governo Tarja Halonen, de acordo com dados de 2003, a Dinamarca contava com mulheres na Presidência, na prefeitura da capital e do governo da principal província. Elas também eram 75 entre 200 deputados, além de 10 de 18 ministérios.

Maior participação feminina na política tem sido tendência natural em alguns países. No entanto, nações como Bélgica, França, Holanda, Islândia, Itália e Noruega têm adotado políticas de cotas voltadas ao aumento da presença feminina na direção das empresas.

Todavia, mesmo naquelas localidades, as mulheres têm avançado por seus próprios méritos. E a análise dos números demonstra que as nações menos corruptas do mundo são aquelas onde as mulheres contam com mais poder político.

Vale lembrar ainda que, de acordo com a Transparência Internacional, os 12 países "mais sérios" do mundo, quanto à percepção de corrupção, são Dinamarca, Nova Zelândia, Finlândia, Suécia, Noruega, Suíça, Singapura, Holanda, Luxemburgo, Canadá, Austrália e Alemanha.

       
  Margareth Thatcher   Dilma Rousseff   Vigdís Finnbogadóttir  


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