Assaí

Postado dia 07/12/2010

Entidades irregulares querem gerir hospital assaiense

A Santa Casa de Cianorte sofreu intervenção judicial durante um ano e meio. Já o Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap), de Londrina, está envolvido em irregularidades que somam R$ 300 milhões.

O ponto em comum é que aquelas entidades pretendem disputar a licitação para gerenciar o Hospital Municipal de Assaí.

O hospital assaiense é controlado há cinco anos pelo Instituto de Saúde Pró-Vida, do médico Francisco Vieira Filho, de Maringá (PR). O contrato segue até 14 de dezembro, com licitação marcada para o dia 15.

Empresas interessadas na disputa do pregão presencial têm até 10 de dezembro para retirada do edital. Em tal situação já se encontram entidades, como a Santa Casa de Cianorte e o Ciap, de Londrina, que sinalizam a participação na licitação para comandar o Hospital Municipal local.

Em 5 de setembro de 2008, o presidente da Santa Casa, o médico ginecologista Jorge Abou Nabhan, havia sido destituído do cargo para averiguação de irregularidades.

A apuração das irregularidades, conforme intervenção proposta pela juíza Stela Maris Perez Rodrigues, versava sobre pagamento indevido de salário para o presidente, dívidas no montante de R$ 1 milhão, funcionamento sem alvará da vigilância sanitária, utilização de água imprópria para pacientes de hemodiálise e uso de medicamentos vencidos no pronto socorro, entre outros.

Sob administração da Fundação Hospitalar Intermunicipal de Saúde (Fhisa), a Santa Casa teve finalmente o processo de intervenção suspenso em março de 2010.

Desvio de R$ 300 milhões

Outra entidade interessada na licitação do Hospital Municipal de Assaí, o Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap), de Londrina, ganhou a mídia nacional a partir de maio desse ano, após a prisão pela Polícia Federal de 11 pessoas ligadas àquela instituição.

A suspeita recai sobre o desvio de cerca de R$ 300 milhões de verbas federais nos últimos cinco anos – R$ 10 milhões somente em Londrina, onde seis pessoas foram presas. No mesmo período, a entidade teria faturado R$ 1 bilhão.

Conforme consulta ao sistema eletrônico do Tribunal de Contas do Estado do Paraná, em 17 de novembro de 2010, há problemas na prestação de contas em pelo menos 26 convênios envolvendo o Ciap, de Londrina.

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