Norte do Paraná

Postado dia 25/06/2019 às 13:04:26

Ex-prefeito pressionou vereadores para cassarem mandato de Juninho Torquato

O então prefeito Luiz Alberto Vicente (PSDB), gestão 2013/2016, havia pressionado integrantes da Câmara Municipal de Assaí para que cassassem o mandato do vereador Jorge Torquato Júnior (PTB).

A perseguição comandada pelo ex-prefeito começou após especulações de que, na eleição de outubro de 2016, o empresário Michel Angelo Tuti Bomtempo seria candidato a prefeito, e Juninho Torquato, vice-prefeito.

A pressão e influência exercida pela chefia do Poder Executivo na Câmara Municipal envolveu também a nomeação em cargo comissionado da atual esposa do vereador à época Cleyton Clyver Cruz, em 05 de dezembro de 2013, e ainda contratação da irmã do então vereador Diego Viana para trabalhar no hospital municipal.

Para forçar a instauração de Comissão Especial de Investigação contra Juninho Torquato, o então prefeito Luiz Alberto também se utilizou de manipulação da opinião pública por intermédio de Devonir Custódio, do programa Jornal Metropolitano, da rádio comunitária Studio FM.

Inclusive em 12 de novembro de 2013, durante discurso de 10 minutos na tribuna da Câmara, aquele gestor público havia feito apelo aos vereadores para que investigassem o que realmente teria ocorrido e o que vinha acontecendo com a saúde do município de Assaí. Na verdade, tratava-se de mais uma maneira de forçar vereadores para a abertura de comissão de investigação.

Finalmente cassado em 20 de junho de 2014, Juninho Torquato conseguiu retomar seu cargo em 21 de outubro de 2015, após sentença favorável do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná. Devido ao período de afastamento, ele também recorreu à Justiça, e firmou acordo com a gestão Acácio Secci (2017/2020) para recebimento de R$ 80 mil em salários, a ser pagos em 20 parcelas mensais.

Já na última sessão ordinária daquela legislatura, em dezembro de 2016, vereadores demonstraram arrependimento por terem cassado o mandato de Torquato. Chegaram a reconhecer que haviam entrado em uma briga que não pertencia a eles, ou seja, era tão somente do então prefeito Luiz Alberto Vicente o interesse naquele processo de cassação.

Diego Viana foi um dos primeiros oradores daquela sessão a reconhecer tal equívoco. Vereador Sílvio Carlos Guadaguini foi o único que não aderiu à tese conspiratória engendrada por Luiz Alberto Vicente.

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