Santo Antônio da Platina

Postado dia 16/07/2013

Manifestantes pedem renúncia de prefeito e redução de salário de vereadores

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Quem esteve presente na sessão ordinária na Câmara de Vereadores de Santo Antônio da Platina, na noite desta segunda-feira, 15, ouviu desde o pedido pela renúncia do prefeito Pedro Claro de Oliveira Neto (DEM) a propostas de reduções nos salários dos próprios vereadores em apoio ao Plano de Cargos e Salários dos servidores. Com cartazes e papéis em punho, a categoria lotou o plenário para reivindicar de forma pacífica os seus direitos.

Cerca de duzentas pessoas, a maioria delas servidores municipais, acompanharam  atentamente o posicionamento de cada vereador durante o uso da tribuna ao falar do Plano de Cargos e Salários (PCS) da categoria durante a sessão desta segunda-feira. Em tom pujante, inconformados com forma a qual o Executivo tratou do assunto, todos os vereadores apoiaram a manifestação e atribuíram a culpa pela demora na execução do projeto ao prefeito.

Iniciando os pronunciamentos, o vereador Aguinaldo Roberto do Carmo (PSC) leu o requerimento enviado por ele ao Executivo no mês de março, onde cobrou agilidade na pauta. Para ele, o Departamento de Gestão teve tempo suficiente para buscar uma solução, mas perdeu o prazo e, agora tenta a qualquer preço que seja evitado o corte de uma só vez. “Falta de cobrar não foi. Tentamos de todas as formas uma solução. Mas parece que não estavam nem ai com a situação! Agora, depois que perderam o prazo, o prefeito vem com um `canivete no pescoço´ dos vereadores para pressionar. É inaceitável! Os servidores estão cobertos de razão em protestarem!”, disse Do Carmo.

Já o vereador Cláudio Domingues (PR), o Cação, propôs a paralisação das categorias caso o corte ocorra. “Se cortarem as gratificações vocês param de trabalhar. Quero ver se arrumam ou não uma solução rápida para o problema. Agora tudo aqui só é resolvido no grito.”, justificou.

O vereador José Jaime Silva (PSB), o Mineiro, foi mais além, dizendo ter a solução para o problema, Mineiro pediu pela renuncia do prefeito. “O senhor prefeito não está nem ai com os problemas da cidade. Só lembrando ele, que foi uma das suas promessas de campanha não mexer nos salários dos servidores. Está andando na contramão. Sendo assim, a melhor saída para ele é renunciar.”, sugeriu.

Para o vereador Joel Nóbrega (PTB), caso seja necessário, a proposta seria reduzir os salários dos vereadores, do prefeito e também do vice-prefeito. “Se for preciso, que corte os nossos salários, mas os servidores não podem ficar sem as gratificações.”, argumentou.

O presidente do Legislativo, Santinho Furtado (PMDB), citando a queda da Ditadura Militar, se posicionou usando o chavão do movimento democrático. “O povo unido já mais será vencido”. Para ele, as manifestações devem ser feitas também em frente aos prédios dos poderes Executivo e Judiciário, antes que as categorias cruzem os braços. “Será que eles vão esperar a cidade parar para buscarem solução?”, questionou.

O Ministério Público recebeu na tarde de sexta-feira, 12, mesmo com o prazo já vencido, um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) do Executivo, também assinado pelos nove vereadores, propondo que o corte das gratificações seja gradativo e não total. No entanto, se for aceita, a proposta não evitará o fim do bônus.

 

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