Política

Postado dia 23/09/2020 às 18:08:08

Por medo de impeachment, Boca Aberta põe filho como vice-prefeito

O candidato a prefeito é alvo de pedidos de cassação como parlamentar

O deputado Emerson Petriv, conhecido como Boca Aberta (Pros), que vai concorrer à prefeitura de Londrina, chamou atenção ao assumir querer "blindar" seu governo caso seja eleito. Boca Aberta Jr., como foi apelidado o filho do candidato, será vice da chapa. O candidato a prefeito é alvo de pedidos de cassação como parlamentar.

O político tem histórico de votações expressivas e apelo popular, sendo o vereador mais votado em 2016 no município. Ao portal Uol, Boca Aberta defendeu a escolha da chapa afirmando que "o sistema não aceita pobre, defensor do morador do barraco e da periferia no poder".

Ainda de acordo com o candidado do Pros, os processos aos quais responde são todos com acusações de injúria e difamação de outros políticos. "Para mim, isso é uma honra". Ele é o deputado com mais inquéritos e ações penais em tramitação na justiça.

Entre as denúncias ao parlamentar, está o fato de que, em março de 2018, Boca Aberta entrou sem autorização em um hospital em busca de médicos que não estariam trabalhando em seu plantão. "Encontrei um médico dormindo", disse.

Pedido rejeitado

O juiz federal substituto Vinícius Savio Violi, da 4ª Vara Federal de Londrina (região Norte), rejeitou pedido de liminar do Ministério Público Federal (MPF) para afastar do cargo o deputado federal Boca Aberta (PROS). Ele é acusado pelo MPF de uso irregular de veículos e autopromoção. No despacho, o juiz alegou não ver elementos que atestem o risco de interferência do parlamentar nas investigações.

Giroflex
De acordo com a denúncia, Boca Aberta confeccionou e utilizou em veículos particulares dispositivo de iluminação vermelha intermitente e de alarme sonoro (conhecidos como “giroflex”) de forma indevida. Além disso, caracterizou seu veículo com as cores das viaturas da Polícia Militar do Paraná, de modo a enganar cidadãos desinformados, participando do que ele chamou de “blitz da saúde”. O deputado nega as acusações e atribui a ação do MPF à perseguição política, por ele ser candidato a prefeito de Londrina.


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