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Política
Postado dia 12/04/2026 às 16:53:04
Lula conduziu o Brasil plural, e Flávio Bolsonaro sugere levar os condenados
Enquanto o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu a rampa do Palácio do Planalto acompanhado de representantes da diversidade brasileira, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende levar perseguidos políticos em sua posse, em janeiro de 2027, caso seja eleito presidente do Brasil em outubro desse ano.
Em 11 de abril de 2026, em entrevista em Porto Alegre (RS), e confiante de que será eleito ainda em primeiro turno, o senador e pré-candidato Flávio Flávio disse acreditar que, após as eleições de outubro, o Congresso vai aprovar a anistia aos condenados - a quem ele depor atos golpistas. Segundo ele, ‘é por isso que eu falo: não apenas o presidente Bolsonaro, mas todas as pessoas que foram perseguidas vão subir a rampa junto com a gente em janeiro do ano que vem”.
Além daquela expressamente mencionada pelo próprio pré-candidato, Débora Rodrigues dos Santos, a Débora do Batom (oor ter pinchado, com a frase "Perdeu, mané", a estátua “A Justiça, que fica em frente ao STF), poderiam também subir a rampa do Palácio do Planalto, Maria de Fátima Mendonça Jacinto Souza (“Fátima de Tubarão”), de 67 anos, Ana Priscila Azevedo (uma das organizadoras dos atos golpistas, com participação em grupos de Whatsapp, arrecadação de recursos e incitamento público à violência, por meio de divulgação de vídeos), Antônio Cláudio Alves Ferreira (que ficou marcado por depredar o relógio histórico de Dom João VI, no Palácio do Planalto), entre outros.
Diferentemente de condenados a pelo menos 17 anos, por participação em atos golpistas e invasão à Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, o presidente Lula havia convidado para sua posse pudessem refletir diferentes segmentos da sociedade brasileira. Entre eles, o líder do povo Kayapó, referência na luta indígena, cacique Raoni Metuktire (90 anos), um menino negro, representando as crianças brasileiras, Francisco Carlos do Nascimento e Silva, o professor Murilo de Quadros Jesus (simbolizando a educação, o influenciador Ivan Vitor Dantas Pereira (representando pessoas com deficiência), o metalúrgico Weslley Viesba Rodrigues Rocha (remetendo às origens sindicais de Lula), a catadora de materiais recicláveis Aline Sousa, que entregou a faixa presidencial, e Jucimara Fausto dos Santos (representante da Vigília Lula Livre, movimento de apoio durante o período em que Lula esteve preso).
A quem Flávio Bolsonaro chama de “perseguidos políticos", trata-se de envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023, que foram condenados ou réus por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e associação criminosa armada, conforme decisões do STF (Supremo Tribunal Federal).




