Veja Também -
TRE deve decidir se Assis Gurgacz pode ser candidato ao Senado
Das punições para quem pedir votos em igrejas
Manifestantes fazem ato contra cassação de mandato do deputado Renato Freitas
Governo não demitiu servidor investigado por movimentar R$ 21 milhões de origem ilícita
CCJ confirma parecer pela perda de mandato do deputado Renato Freitas (PT)- Veja + Política
Política
Postado dia 10/05/2026 às 16:28:18
Renovação limitada: por que o Centrão segue mandando
Assim como na votação de vários projetos no Congresso Nacional, a eleição de Hugo Motta (Republicanos-PB) para a presidência da Câmara dos Deputados, em 1º de fevereiro de 2025, demonstra que o Centrão é quem manda na política do Brasil. A recente rejeição do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o Supremo Tribunal Federal (STF), também demonstra isso.
Às vésperas das eleições gerais de 2926 se pergunta qual seria os novos principais atores políticos da Praça do Três Poderes. Indaga-se o Centrão novamente elegeria os presidentes da Câmara e do Senado Federal.
Segundo na linha de sucessão presidencial no Brasil, o presidente da Câmara controla a pauta legislativa, define prioridades de votação e exerce grande influência sobre negociações políticas e orçamentárias.
A cada eleição se repete o discurso de "renovação". No pleito de 2022, tal índice foi de aproximadamente 39%. Isso significa que 199 dos 513 eleitos eram novos parlamentares, sem mandato anterior na Casa. Apesar de tal percentual, com muitos nomes levados ao Poder impulsionados por redes sociais e movimentos regionais, a predominância dos partidos tradicionais e do chamado Centrão se manteve, impondo aos estreantes o desafio de se consolidar em meio a uma estrutura política já estabelecida.
A próxima legislatura deve então encarar o desafio de as minorias e os parlamentares do chamado baixo clero elegerem a presidência e principais cargos da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados.
Romper a hegemonia do Centrão se mostra difícil porque o bloco se sustenta em quatro pilares, como maioria numérica, capacidade de articulação, controle da pauta legislativa e domínio sobre o orçamento, usado como moeda de cooptação. Essa estrutura adaptável garante poder contínuo e torna árdua a tarefa das minorias em conquistar espaço real.
O caminho passa pela organização em frentes temáticas, uso da opinião pública, atuação em comissões e alianças pontuais, além de possíveis reformas regimentais. Sem base social forte e pressão externa, porém, a fragmentação das minorias tende a enfraquecer sua ação, mantendo o Centrão como protagonista da política nacional.




