Veja Também -
Ataque pago ao PT gera risco eleitoral para Filipe Barros (PL-PR)
Projeto de Hauly proíbe "estrangeiros" na seleção brasileira
Partido Novo pagou R$ 385 mil à empresa de Deltan Dallagnol via fundo partidário
STF nega pedido da Assembleia e cassação de Renato Freitas segue suspensa
Comissão da Assembleia aprova suspensão de prerrogativas de Renato Freitas- Veja + Política
Política
Postado dia 12/07/2026 às 02:39:03
Ataque pago ao PT gera risco eleitoral para Filipe Barros (PL-PR)
Pré-candidato ao Senado pelo Paraná, o deputado Filipe Barros (PL-PR) impulsionou vídeo com críticas ao PT, Lula e aliados, usando a expressão “Copa da Corrupção” e citando Lulinha, Frei Chico, irmãos Batista e Danielle Miranda. O conteúdo, publicado em 11/07, não constitui prova de crimes.
Ao final, Barros diz que “2026 será decisivo para renovar a política nacional” – frase que, segundo especialistas, pode ser interpretada como pedido indireto de voto.
Duas frentes de risco:
- Propaganda negativa paga – A resolução do TSE permite impulsionamento na pré-campanha, mas veda expressamente conteúdo contra adversários. A pena varia de R$ 5 mil a R$ 30 mil, podendo dobrar se o gasto superar esse valor.
- Propaganda eleitoral antecipada – O pedido de voto não precisa ser explícito; construções equivalentes podem caracterizar infração. A campanha oficial começa em 16 de agosto, e as convenções ocorrem entre 20 de julho e 05 de agosto – o vídeo circulou 9 dias antes.
O caso atinge o palanque de direita no Paraná, que reúne Sergio Moro (PL) e Deltan Dallagnol (Novo). Em 2022, Barros representou contra Lula por propaganda antecipada; agora enfrenta questionamento semelhante.
Não há ação ou decisão judicial até o momento. O deputado precisará esclarecer contratação, gasto, público-alvo e a opção por modalidade vedada. A controvérsia será definida pela Justiça Eleitoral com base no conteúdo, período e alcance do anúncio.




