Norte do Paraná

Postado dia 13/07/2026 às 20:01:06

Padre e prefeito de Assaí tomam praça pública como se fosse da Igreja Católica

Ao longo dos anos, a Mitra Diocesana, de Cornélio Procópio (PR), ligada à Igreja Católica, tem se apropriado de diversos bens públicos do município de Assaí (PR).

Na Vila São Prudêncio, a administração municipal havia repassado um local para que a Igreja implantasse um albergue comunitário. A parceria previa a retomada do ímóvel caso fosse interrompido a oferta de tal serviço. Ocorre que, com o fim daquele albergue, liderança católica tomou para si tal terreno, onde atualmente funciona um suposto centro comunitário, que permanece quase que totalmente inoperante durante todo o ano. 

Situação semelhante acontece com a chamada Casa das Irmãs, que funcionava na rua Equador, esquina com a rua Washigton Luiz, na região central da cidade. Após o encerramento das atividades, o imóvel voltou à prefeitura local, que, na sequência, fez doação à Igreja, e o município passou a pagar aluguem quando precisou alojar naquele local o Conselho Tutelar, Creas e projeto Viva Vida, por exemplo.

Benefícios adicionais têm recebido também a Igreja Católica, na área de Educação, por meio do Instituto Oásis Santa Paula. Apesar de responder pela Escola Municipal Rotary Club e pela creche Oásis, quem paga principais despesas, como contratação de professores e pessoal administrativo, e outros custos operacionais, é o município de Assaí.

Agora, exatamente na noite de 29 de julho de 2026, padre João Carlos dos Santos e prefeito Tuti Bomtempo (PSD) pretendem reinaugurar uma praça pública, como se fosse bem privado, ou seja, da Igreja Católica. A antiga Praça da Matriz passa a ser denominada Praça Giuliano Ricardo Bravi.

Apesar de históricos investimentos com recursos públicos, com construção, reforma e agora obras milionárias de revitalização, dirigentes católicos agem como se tal logradouro fosse bem particular. Ou seja, a igreja tomou para si o que era bem da coletividade. Inclusive em dezembro de 2023, ao encaminhar pedido para que a prefeitura de Assaí (PR) fizesse a arrancada de árvores da praça central, o padre João Carlos Santos, da Paróquia São José, alegou que muitas pessoas vinham reclamando da questão da segurança. Segundo ele, usuários de drogas se aproveitavam das sombras e da escuridão à noite, provocando medo nos fiéis que vão às missas, na Igreja da Matriz.

Também diante da polêmica instaurada em torno do assunto, populares ainda encontraram pequenos furos em troncos de árvores retiradas daquela praça, localizada na avenida Rio de Janeiro, na região central de Assaí. Sinal de que foram envenenadas de propósito por terceiros interessados em retirá-las de lá.

Às vésperas então da solenidade de reinauguração, marcada para 29 de julho, há muita reclamação que, sem árvores e sem bancos, o novo logradouro não mais serve como espaço de encontro e convivência por parte da comunidade.

Confira a seguir:

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