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Política
Postado dia 18/08/2026 às 13:20:53
Herança política ou renovação? A nova onda de ex-primeiras-damas candidatas em 2026
De norte a sul do Brasil, vem se consolidando o fenômeno de atuais e ex-primeiras-damas entrando na política ativa. Isso tem ampliado a participação feminina em um ambiente historicamente masculino. Por outro lado, levanta questionamentos se a renovação política vem, de fato, ocorrendo ou se está ancorada em laços familiares e no capital político construído pelos maridos.
Candidata ao Senado pelo Distrito Federal neste ano, Michelle Bolsonaro (PL), esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro (2019/2022), é a segunda ex-primeira-dama do Brasil a disputar uma eleição. Antes dela, apenas Rosane Malta, conhecida como Rosane Collor e ex-mulher do ex-presidente Fernando Collor de Mello (1990/1991), havia concorrido a deputada estadual por Alagoas pelo Partido Humanista da Solidariedade (PHS), mas não foi eleita.
Ainda no Distrito Federal, Mayara Noronha Rocha, esposa do ex-governador Ibaneis Rocha (2019/2026), é candidata a deputada federal. Ibaneis renunciou ao cargo em março de 2026 para disputar uma vaga ao Senado.
Entre ex-chefes do Poder Executivo estadua//l, a ex-primeira-dama de Goiás, Gracinha Caiado, concorre ao Senado, enquanto Virgínia Mendes, de Mato Grosso, disputa uma vaga na Câmara dos Deputados. Já a ex-primeira-dama do Amapá, Rayssa Furlan, também é candidata ao Senado. Seu esposo, o ex-prefeito de Macapá, Dr. Furlan (PSD), concorre agora ao governo estadual.
Em Rondônia, Luana Rocha, ex-primeira-dama do estado, também está na disputa, concorrendo a uma vaga na Câmara dos Deputados.
Na lista de familiares de lideranças municipais, estão na disputa das eleições de 2026: Marina Candia Caldas (esposa do ex-prefeito de Maceió, João Henrique Caldas, o JHC), para o Senado por Alagoas; e Samantha Iris, vereadora de Cuiabá e esposa do prefeito Abílio Brunini, que concorre a uma vaga de deputada estadual na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.
O movimento, que ganhou força nos últimos anos, coloca em evidência um debate central para a democracia brasileira: até que ponto a presença feminina na política representa uma efetiva renovação ou apenas a perpetuação de dinastias familiares? O resultado das urnas em outubro de 2026 poderá começar a responder essa pergunta.




