Norte do Paraná

Postado dia 24/09/2026 às 10:09:56

Candidata Thaís Takahashi tem registro indeferido pelo TRE-PR por unanimidade

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) indeferiu, por unanimidade, o pedido de registro de candidatura da vereadora de Cornélio Procópio (PR), advogada Thaís Takahashi (PSDB/Cidadania), ao cargo de deputada federal. A decisão foi tomada na sessão de 23 de setembro de 2026, sob relatoria do juiz Osvaldo Canela Junior.

A Corte julgou parcialmente procedente a impugnação apresentada pelo Partido Liberal (PL) e negou o registro com base na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135/2010).

Condenação por apropriação indébita de pessoa idosa

O motivo central do indeferimento é uma condenação por apropriação indébita de pessoa idosa. Thaís Takahashi foi sentenciada a um ano de prisão, com a pena substituída por prestação de serviços à comunidade. Como a condenação foi confirmada por órgão colegiado, incide a inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa.

A decisão foi proferida nos autos do Registro de Candidatura nº 0601480-03.2026.6.16.0000. A sessão foi presidida pelo desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza e contou com a participação dos julgadores Fernando Prazeres, Gisele Lemke, Osvaldo Canela Junior, Vanessa Jamus Marchi, Everton Jonir Fagundes Menengola e Nicole Trauczynski. O procurador regional eleitoral Marcelo Godoy esteve presente.

Trajetória política

Formada em Direito pela Unoeste, em Presidente Prudente (SP), em 2001, Thaís Takahashi é advogada e sócia do escritório Takahashi Advogados Associados.

Em 2020, disputou sua primeira eleição como candidata a deputada estadual. Em 2024, foi eleita vereadora em Cornélio Procópio, no Norte do Paraná, com 3.680 votos — 14,1% dos votos válidos —, tornando-se a parlamentar mais votada da história do município.

Investigação por crimes eleitorais

Há quase duas semanas, a Polícia Federal cumpriu mandado de busca e apreensão contra a vereadora em Cornélio Procópio. A medida foi autorizada pela Justiça Eleitoral a pedido do Ministério Público Eleitoral.

Thaís é investigada por supostos crimes eleitorais, entre eles a possível disseminação de informações falsas contra um candidato a prefeito do município. Segundo o promotor eleitoral Erinton Dalmaso, a busca teve como objetivo reunir provas a partir de relatos de testemunhas sobre o envio de conteúdos com imputações de crimes ao candidato.

Ainda conforme o Ministério Público Eleitoral, o material teria como destino redes sociais e veículos de imprensa de grande alcance no Norte do Paraná. Durante o cumprimento do mandado, os agentes apreenderam o celular da vereadora, que poderá passar por análise no âmbito da investigação.


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