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Postado dia 14/01/2026 às 20:11:45

Das mentiras que se contam pela fé, superstição e falta de conhecimento

Em diferentes culturas, crenças populares e teorias sem fundamento científico continuam a se espalhar, sustentadas pela fé, pela superstição ou simplesmente pela falta de conhecimento. Muitas vezes, essas narrativas ganham força ao oferecer explicações fáceis para fenômenos complexos ou ao reforçar tradições transmitidas de geração em geração.  

Entre os exemplos mais conhecidos estão as teorias da Terra plana, do domo que impediria o homem de sair do planeta e da muralha de gelo na Antártida. Mas não se trata apenas de cosmologia alternativa: há também superstições cotidianas, mitos de saúde e interpretações religiosas que negam avanços científicos.  

Essas crenças se manifestam em diferentes áreas da vida cotidiana. No campo da saúde popular, proliferam mitos como o de que dormir de sutiã causa câncer, sustentados pelo medo do desconhecido e pela tradição oral. Já as superstições, como bater na madeira ou carregar uma ferradura contra o azar, refletem simbolismos culturais transmitidos ao longo da história. Na relação com a natureza, animais como corujas e borboletas são vistos como mensageiros de presságios, reforçando associações místicas. Há ainda a negação da ciência, que aparece em crenças de que vacinas implantam chips ou de que o Sol gira em torno da Terra, fruto da desinformação e da desconfiança tecnológica.  

Essas narrativas podem parecer inofensivas, mas tornam-se perigosas quando levam à rejeição de tratamentos médicos, à negação de descobertas científicas ou ao reforço de preconceitos. O desafio contemporâneo é equilibrar o respeito às tradições culturais com a promoção da informação correta, garantindo que o conhecimento científico seja acessível e compreensível para todos.


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