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Política
Postado dia 05/03/2026 às 15:03:47
Secretário estadual é acusado de coação e vazamento de processo sigiloso
A direção do site Notícias Cascavel registrou um boletim de ocorrência na última sexta-feira (27) contra o secretário estadual de Turismo e ex-prefeito de Cascavel, Leonaldo Paranhos, por ameaças, coação e perseguição. De acordo com o veículo, as intimidações são uma tentativa de silenciar as investigações jornalísticas sobre o rápido crescimento do patrimônio de Paranhos e seus familiares. O departamento jurídico do portal prepara uma ação judicial para que os abusos sejam investigados, incluindo a denúncia de que o secretário teria vazado ilegalmente informações de um processo que corre em segredo de justiça para coagir os jornalistas.
As apurações que motivaram as ameaças ganharam novo fôlego com uma denúncia formalizada pelo ex-deputado federal Evandro Roman na Delegacia de Combate à Corrupção (DECCOR). O documento, baseado em registros públicos e documentos societários, aponta que empresas ligadas à família de Paranhos movimentaram pelo menos R$ 54 milhões durante seus oito anos de mandato à frente da Prefeitura de Cascavel (2017-2024). Uma das empresas, a Meu Viver, criada com capital social de R$ 20 mil, teria crescido 2.700% no período, acumulando um patrimônio de 128 imóveis em bairros valorizados da cidade .
Documentos mostram ainda que, em 30 de dezembro de 2024, últimas horas de seu mandato, Paranhos ingressou formalmente como sócio de empresas do grupo familiar, como a Vipar, FV Incorporadora e a Oeste Holding, esta última constituída em 2023, quando ele ainda era prefeito . Nos 45 dias anteriores ao fim da gestão, foram concentrados aportes milionários nessas empresas, incluindo R$ 4,42 milhões na Vipar e R$ 1,29 milhão registrados em nome de uma funcionária da filha do ex-prefeito, que até então tinha histórico de restrições de crédito .
Em entrevista recente, Paranhos classificou as acusações como "fake news" e "mentiras" repetidas em ano eleitoral, afirmando que sempre declarou seus negócios e que suas empresas nunca venderam para o poder público . A DECCOR, no entanto, solicitou e o Ministério Público acatou a prorrogação das investigações diante da complexidade do caso, que segue em andamento sob sigilo.




