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Política
Postado dia 14/09/2026 às 22:21:13
Sudeste e voto feminino explicam crescimento de Flávio contra Lula
As intenções de votos das mulheres e dos eleitores do Sudeste colaboraram para que, pela primeira vez na pesquisa Quaest desde o início da campanha (16 de agosto), Flávio Bolsonaro (PL) ficasse numericamente à frente do presidente Lula (PT) em um eventual segundo turno para corrida ao Planalto.
A pesquisa, divulgada hoje, mostra o senador com 42% contra 40% do petista em um eventual segundo turno. O levantamento, contratado pela TV Globo, tem margem de erro de dois pontos para mais e, por isso, Lula e Flávio continuam empatados tecnicamente.
O que explica o crescimento de Flávio
A diferença entre Lula e Flávio no eleitorado feminino diminuiu. Em agosto, o petista marcava 47%, enquanto o senador registrou 35% das intenções de voto num eventual segundo turno. Agora, o candidato à reeleição conseguiu 41% e o filho de Jair Bolsonaro, 38% —a margem de erro nessa estratificação é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
O crescimento foi destacado na análise do diretor da Quaest. "As mulheres foram o principal campo de rejeição a Bolsonaro depois da pandemia e da política de facilitação do porte de armas do governo passado", disse Felipe Nunes. Ele cita também o aumento da percepção de medo entre as mulheres com a reeleição de Lula. Antes do início da campanha, o medo da volta do governo Bolsonaro atingia 48% das eleitoras e 35% temia à reeleição de Lula.
Essa percepção negativa ficou empatada no levantamento divulgado hoje. Tanto o retorno da família Bolsonaro ao poder, como um quarto mandato de Lula provocam medo de 42% das mulheres entrevistadas. "De julho para cá, o medo da continuidade do governo Lula foi de 38% para 44%, uma tendência negativa e constante muito parecida com a curva de intenção de voto", explica o diretor da Quaest.
A campanha de Flávio já mapeava a resistência e tentava contorná-la. No ato de 7 de Setembro, a equipe bolsonarista escalou mulheres para os primeiros discursos. A esposa do senador, Fernanda Bolsonaro, foi a responsável por anunciar o marido no carro de som. Ela também tem acompanhado o candidato em agendas também.
Felipe Nunes destaca ainda o desempenho de Flávio Bolsonaro entre os eleitores do Sudeste. Em agosto, a distância entre os adversários era de dois pontos percentuais com o senador à frente. Agora, o candidato do PL marca 47% das intenções de voto contra 31% de Lula (a margem de erro neste caso também é de três pontos).
Flávio Bolsonaro conta com a popularidade de aliados na região. Em São Paulo, por exemplo, ele busca atrair votos com a imagem do governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB). "Por ser a região mais populosa do país, é onde os candidatos têm passado o maior tempo de campanha", diz o diretor da Quaest.
Na pré-campanha, em abril, Flávio esteve à frente de Lula pela primeira vez. O senador marcou 42% das intenções de voto contra 40% do petista. O levantamento ocorreu um mês antes de se tornar público o áudio enviado por ele em que cobra o ex-banqueiro Daniel Vorcaro dos repasses para o filme "Dark Horse".
Intenção de voto por renda
A distância de Lula e Flávio entre eleitores que ganham de 2 a 5 salários-mínimos também aumentou. O senador marcou 46% das intenções de voto nesse grupo, enquanto o petista chegou a 36% (a margem de erro é de três pontos). "Trata-se do público beneficiado com políticas econômicas neste governo", aponta Nunes.
Em agosto, o candidato do PL estava apenas dois pontos percentuais a frente do petista. Após o início da campanha eleitoral, a vantagem de Flávio Bolsonaro foi ampliada. O mesmo ocorreu entre os eleitores que recebem mais de cinco salários-mínimos.
Lula mantém a liderança entre os eleitores que recebem até dois salários-mínimos. Hoje, o petista manteve as intenções de voto registradas nos últimos três levantamentos da Quaest, 51%. Ele já atingiu, no entanto, em agosto, 58%. Flávio marcou 32%.




