Jacarezinho

Postado dia 22/11/2013

Centro Mãe Paranaense atende gestantes de 22 municípios da região

O governo do Paraná está estruturando centros Mãe Paranaense em todas as regiões do estado para oferecer às gestantes de risco atendimento especializado. Administrado em parceria com o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Norte Pioneiro (Cisnorpi), o Centro Mãe Paranaense localizado em Jacarezinho, atende aproximadamente 180 gestantes de 22 municípios da região. Elas recebem atendimento multidisciplinar humanizado, com 12 consultas durante a gestação e exames complementares até o final da gravidez, incluindo ultrassom e cardiotocografia. 

Através do protocolo da Rede Mãe Paranaense as gestantes são encaminhadas pelas mais de 70 unidades de saúde da região. No ambulatório elas são reavaliadas e iniciam o acompanhamento até o parto. “Concentramos as consultas e exames no mesmo dia para evitar o desgaste da gestante que mora em outro município. Com esta conduta, garantimos mais agilidade e segurança para a mãe e o bebê caso o parto precise ser antecipado”, afirma o médico ginecologista e obstetra, André Bertoni Ferraz.

O médico enfatiza que o pré-natal no Centro Mãe Paranaense é completo porque todos os exames são realizados no mesmo espaço. “Se for necessário, faço a ultrassonografia com doppler (exame responsável por mostrar se o bebê está sendo nutrido adequadamente e a sua vitalidade) na hora. Com o laudo é possível ver se é preciso trocar a medicação ou repeti-lo em menos tempo”.

Outro diferencial do espaço é o acolhimento das gestantes. “Oferecemos um ambiente adequado para repouso, se for necessário, e café da manhã e pedimos sempre que a gestante traga um acompanhante”, afirma a enfermeira responsável pelo Centro Mãe Paranaense, Janaina Luiz Pereira. Também falamos sobre planejamento familiar, métodos contraceptivos e amamentação. 

A ansiedade maior é para o exame de cardiotocografia. “Ao escutarem o coração do bebê elas ficam mais emocionadas”, afirma a técnica de enfermagem, Natércia dos Santos Zacarias. No centro são realizados cerca de 100 exames cardiotocografia por mês.

O obstetra diz que a região tem altos índices de gestantes tabagistas, obesas e com toxoplasmose, uma doença que pode causar má formação do feto. “A obesidade aumenta o risco de pressão alta e de diabetes gestacional, trazendo risco tanto para a gestante quanto para o bebê e o tabagismo aumenta o risco de prematuridade. Por isso, além do pré-natal, incentivamos a gestante a parar de fumar ou pelo menos diminuir consideravelmente o número de cigarros”, explica. 

Dominice Luiza da Silva, 36 anos, é costureira em Tomazina. Ela está no sétimo mês de gestação e espera por um menino. Aos três meses descobriu miomas no útero e precisou passar por uma cirurgia de emergência por conta de uma apendicite. “Estou de repouso total. Graças a Deus, os exames estão normais e espero que continue assim até completar os nove meses”, contou. 

O atendimento psicossocial também é feito no mesmo local, assim como o acompanhamento nutricional. “A gestação por si só é um momento muito delicado, e é potencializado se houver risco de parto prematuro. O centro recebe gestantes de todas as idades (dos 12 aos 49 anos) e de diferentes condições socioeconômicas e cada caso é tratado individualmente”, explica a psicóloga, Jussara Eliana Utida. 

A nutricionista Danielly Faria faz parte da equipe e orienta as grávidas a manterem uma alimentação rica em produtos naturais e fibras. “Também oriento o consumo de água, fervida ou tratada, principalmente para quem mora na zona rural”, explica ela. O acompanhamento combinado ajuda a gestante a ter mais conforto e mais disposição. 

A gestante Katiuscia Beltrame, 37 anos, moradora de Quatiguá, está na terceira gestação. Ela é acompanhada pelo Centro Mãe Paranaense porque descobriu que o seu bebê está com má formação cardíaca. “Estou ansiosa e ao mesmo tempo segura, porque a equipe daqui é competente e me dará todo o suporte até o parto”, afirmou. 

Referência – A maioria das gestantes atendidas pelo Centro Mãe Paranaense tem o Hospital Regional do Norte Pioneiro, em Santo Antonio da Platina, como principal referência para a realização do parto. “Nem todos os bebês nascidos de uma gestação de alto risco vão precisar de leito de UTI neonatal, mas é preciso garantir que, se precisarem, terão à disposição”, explicou Ferraz. 

Foi o caso de Janaina Maximino Bicudo, 27 anos, mãe das gêmeas Isadora e Isabelly, que nasceram no dia 6 de novembro. Moradora de Carlópolis, Janaina fez todo o acompanhamento gestacional no Centro Mãe Paranaense do Norte Pioneiro. Por conta da gravidez gemelar, Janaina foi submetida à cesárea. As meninas nasceram no tempo certo, porém, muito pequenas, com menos de 2 kg cada uma. “Levei um susto com o fato de ser mãe de gêmeos. Já tenho dois filhos, um menino de nove anos e uma menina de seis anos, e agora a atenção terá de ser redobrada. Fiz todo o acompanhamento no Centro Mãe Paranaense em Jacarezinho e estou satisfeita com o atendimento, tanto no pré-natal, quanto no hospital”, afirmou.

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