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Política
Postado dia 28/01/2026 às 17:45:50
Ratinho Jr, Caiado, Tarcísio, Zema e familia Bolsonaro: os magos da privatização
Com a fatura de água ou luz, você acaba pagando para as vovozinhas da Bolsa de Valores de Nova York, para fundos de investimentos nacionais e internacionais, acionistas e diretores das empresas privatizadas, sem contar ainda os impostos.
Se depender dos possíveis presidenciáveis, governadores Ratinho Júnior, Romeu Zema (MG), Ronaldo Caiado (GO) e Tarcisio de Freitas (São Paulo), e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a conta deve ficar ainda mais salgada.
Romeu Zema já aprovou a privatização da Copasa e insiste na venda da Cemig, além de cogitar transferir empresas como Codemig (Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas) e MGI (Minas Gerais Participações S.A.) para a União.]
Tarcísio de Freitas,em São Paulo, vendeu parte da Sabesp, concedeu rodovias e escolas à iniciativa privada e estuda privatizar Metrô e CPTM ( Companhia Paulista de Trens Metropolitano). Quando ministro da Infraestrutura, comandou concessões de aeroportos como Congonhas e Santos, além de portos e ferrovias.
O governador Ronaldo Caiado apoiou a privatização da antiga CELG (Companhia Energética de Goiás) e agora articula uma parceria público-privada para o esgoto da Saneago, considerada por críticos uma privatização disfarçada.
Ratinho Júnior, no Paraná, já vendeu parte de ações da Copel, arrecadando R$ 5 bilhões, deixando de ser o acionista majoritário da companhia, que passa a ter o capital pulverizado, com investidores nacionais e estrangeiros. Seu governo também concedeu rodovias e terminais portuários e tenta privatizar a gestão de escolas estaduais. Entre idas e vindas, a próxima meta consiste em venda da Celepar, cujo processo de privatização foi autorizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná (TCE), enquanto o PT (Partido dos Trabalhadores) recorre ao Tribunal de Justiça (TJPR) visando suspender tal negociação.
Durante o governo Bolsonaro, houve privatizações e concessões de aeroportos, portos e rodovias federais, além da venda da Eletrobras, considerada a maior operação do período.
Segundo o mesmo passo de Tarcísio de Freitas, de diferentes líderes gestores da chamada direita e do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, o presidenciável Fávio Bolsonaro tende a defender semelhante agenda privatista.
O impacto dessas medidas no custo-Brasil é direto. A privatização transfere serviços essenciais para empresas que visam lucro e não universalização. Isso significa tarifas mais altas de água, luz e transporte, além de pedágios e mensalidades em setores como educação. O consumidor paga não apenas pelo serviço, mas também pela remuneração de acionistas e fundos de investimentos, nacionais e estrangeiros. A promessa de eficiência muitas vezes se traduz em aumento de preços e exclusão de populações vulneráveis, tornando a conta mais pesada para quem depende dos serviços públicos.




