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Política
Postado dia 29/01/2026 às 18:37:13
Dos problemas de lideranças bolsonaristas com a Justiça: 'perseguição?'
Desde 2019, um número significativo de figuras próximas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) enfrenta processos criminais e eleitorais, muitos dos quais já resultaram em condenações com trânsito em julgado, cassações de mandato e prisões. A tese de "perseguição política", frequentemente alegada pela defesa, tem sido sistematicamente rejeitada pelas instâncias judiciais, que fundamentam suas decisões em provas de condutas ilícitas.
Até o próprio líder maior, Jair Bolsonaro começou a cumprir prisão domiciliar em 4 de agosto de 2025, por descumprimento de medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal). Condenado a 27 anos e três meses em regime fechado, por crimes como tentativa de golpe de Estado, ele segue encarcerado desde 25 de novembro. Após passar pelas carceragens da PF em Brasília, foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda ("Papudinha").
O então deputado estadual Fernando Francischini, do Paraná, foi um dos primeiros a ter o mandato cassado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em 2021, por disseminar notícias falsas sobre o sistema eleitoral. Tal precedente tem sido citado em outros casos, como o de Carla Zambelli.
Condenada pelo STF a 10 anos de prisão por invadir sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), ajuda de um hacker para forjar ordens judiciais, a então foragida deputada federal Carla Zambelli, de São Paulo, segue presa na Itália, desde 29 de julho de 2025. Ela aguarda decisão sobre seu processo de extradição para o Brasil.
Candidato a vice-presidente, em 2022, ao lado de Bolsonaro, o general da reserva Walter Braga Netto recebeu pena de 26 anos de prisão por fazer parte do núcleo central da organização do golpe. Está preso desde 14 de dezembro de 2024 e apresentou recursos ao STF alegando falhas processuais.
Ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) de 2019 a 2022, o então deputado federal Alexandre Ramagem deixou o Brasil de forma clandestina, para evitar a prisão. Condenação acontece em função de refere integrar o "núcleo crucial" da tentativa de golpe de Estado. O governo brasileiro já oficializou o pedido de extradição aos Estados Unidos para trazê-lo de volta.
Dos que fugiram e tiveram seus mandatos cassados, além de Zambelli e Ramagem, há também Eduardo Bolsonaro, até deputado federal por São Paulo. Ele se tornou-se réu no STF, em 26 de novembro de 2025, pelo crime de coação no curso do processo, relacionado a atuações junto ao governo dos Estados Unidos para aplicar sanções comerciais contra o Brasil.
Na mira do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), encontra-se o senador Jorge Seif (PL-SC), um dos expoentes do bolsonarismo em Santa Catarina. Julgamento está marcado para 5 de fevereiro. Ele pode perder o mandato por supostamente ter se beneficiado da estrutura da rede de lojas Havan no estado durante sua campanha em 2022.




