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Norte do Paraná
Postado dia 12/02/2026 às 01:53:25
Povo tem que parar de acreditar em políticos sobre pedágio no Paraná
Todo ano eleitoral, o pedágio no Paraná vira promessa de campanha. Políticos aparecem com discursos inflamados, dizendo que vão reduzir tarifas ou até acabar com a cobrança. Em 2002, Roberto Requião, por exemplo, já afirmou que o pedágio iria baixar ou ser extinto. Ratinho Jr., atual governador, defende novos modelos de concessão, mas na prática o que se vê é a continuidade da entrega das rodovias às concessionárias, após bilhões de reais em investimentos públicos, apenas para que a população continue pagando tarifas altas.
A Operação Lava Jato revelou um esquema de corrupção envolvendo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) e concessionárias de pedágio. Executivos pagaram propina a servidores públicos, e em troca deixaram de realizar obras previstas em contrato. O resultado foi perverso: usuários pagaram tarifas ainda mais caras sem receber as melhorias prometidas.
O problema não se restringe a um partido ou a um governo. Investigações apontaram que diferentes políticos tiveram campanhas financiadas por concessionárias de pedágio, criando um ciclo vicioso de dependência e favorecimento. O ex-governador Beto Richa (PSDB), por exemplo, foi citado em investigações relacionadas às concessões de rodovias. Então candidata ao Palácio Iguaçu, a ex-senadora e atual deputada federal Gleisi Hoffmann foi inicialmente denunciada pelo recebimento de R$ 5 milhões da Odebrecht para sua campanha ao governo do Paraná em 2014.
Enquanto isso, a população segue pagando caro para trafegar em estradas que já foram construídas e mantidas com dinheiro público. Ao invés de mentiras principalmente em época de eleição, políticos paranaenses poderiam, no mínimo, pavimentar estradas municipais e melhorar trechos sem asfalto (a exemplo de rodovia ligando o Norte Pioneiro à Região Metropolitana de Curitiba), possibilitando alternativas ao pedágio caríssimo, caso realmente estivessem interessados no povo.




