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Política
Postado dia 03/04/2026 às 14:12:10
Jair Bolsonaro, o atleta 'imbrochável', descobre na prisão que é um pobre mortal
Quem por anos se gabou de ser “imbrochável”, de ter “histórico de atleta” que o blindaria contra uma simples “gripezinha” e de que preso “não tem direito a nada”, agora experimenta a dura realidade da própria vulnerabilidade. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), aos 71 anos, passou meses travando uma batalha judicial para deixar o regime fechado, alegando uma série de problemas de saúde. Seu novo pedido de prisão domiciliar ganhou força depois que sua defesa detalhou o cenário de fragilidade, apontando que o ex-presidente sofreu uma queda na cela, batendo a cabeça, e que sua equipe médica alertava para “risco elevado de quedas, inclusive durante deslocamentos simples, como no trajeto noturno ao banheiro”.
As queixas da defesa sobre os cuidados no 19º Batalhão da PM (a ‘Papudinha’) e as recorrentes hospitalizações contrastam frontalmente com seu discurso de outrora, quando bradava frases como “você não quer ir para a cadeia? É só não fazer besteira!” e “a Papuda lhe espera”. Seu pedido de prisão domiciliar foi inicialmente negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afirmou que as instalações prisionais tinham plenas condições de garantir a “saúde e dignidade” do ex-presidente. No entanto, diante de um novo quadro grave de broncopneumonia e o consequente risco à sua vida, a situação se inverteu.
A ironia se completa agora: o homem que tanto menosprezou os direitos de presos e se vangloriava de uma força inabalável, após ser levado à UTI, obteve o direito de cumprir sua pena de 27 anos e três meses em prisão domiciliar humanitária. A decisão judicial considerou que, “devido às condições mais frágeis do sistema imunológico de idosos”, o “ambiente domiciliar é o mais indicado para preservação de sua saúde”. Ao ser autorizado a se recuperar em casa, o outrora “imbrochável” se rendeu à condição de um “pobre mortal” diante da própria debilidade.




