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Política
Postado dia 03/03/2026 às 13:18:36
Empresa de Cida Borghetti e Ricardo Barros tem problemas no Rio Grande do Sul
A IMC Tecnologia em Segurança, empresa que tem como sócios a ex-governadora do Paraná Cida Borghetti e o deputado federal Ricardo Barros (PP), venceu uma licitação de R$ 431 milhões para instalar bloqueadores de celular em presídios do Rio de Janeiro. No entanto, a empresa chega ao novo contrato com um histórico problemático no Rio Grande do Sul, onde não conseguiu concluir o serviço dentro do prazo e teve equipamentos reprovados pela Anatel. Tal contratação levanta suspeitas sobre a capacidade técnica da companhia e possíveis irregularidades na composição societária.
No Rio Grande do Sul, a IMC assinou contrato em março de 2024 com prazo de 270 dias para instalar os bloqueadores, mas falhou. Testes na Penitenciária de Charqueadas apresentaram "vazamentos de sinal" três vezes, e a Anatel suspendeu os certificados dos aparelhos após a empresa fornecer equipamentos fora das especificações e causar interferência nas linhas telefônicas de cerca de 160 mil usuários. Apesar das falhas, a Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) renovou o contrato com a IMC em abril de 2025, prorrogando o cronograma.
A denúncia de Garotinho aponta para o que ele classificou como possível "maracutaia" no edital fluminense. O ex-governador destaca o vínculo político dos sócios como um "forte sinal de alerta". A estrutura da empresa também chama a atenção. Sediada em Quitandinha (PR), cidade de 18 mil habitantes, a IMC possui capital social de apenas R$ 40 mil e tem como sócia a RC10 Tecnologia, de Maringá, aberta em 2023 e com capital de R$ 20 mil. Para críticos, é no mínimo questionável como um pequeno negócio teria logística e maquinário para executar um contrato milionário em outro estado.
A Procuradoria-Geral do Estado do Rio Grande do Sul chegou a ser informada pela empresa de que a logística para aquisição e implantação dos equipamentos seria maior, justificativa usada para o atraso no cronograma gaúcho. No Rio de Janeiro, a situação se repete: a IMC também venceu todos os lotes da licitação. Concorrentes chegaram a recorrer alegando que a empresa não atendia às especificações técnicas exigidas, mas o recurso foi negado pela Secretaria de Administração Penitenciária (SEAP), que afirmou que o processo seguiu as normas legais. A IMC, por sua vez, diz estar preparada para fornecer os equipamentos ao estado e aguardava regularização dos certificados junto à Anatel.
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