Política

Postado dia 26/10/2026 às 10:24:35

Após derrota de Flávio, Tarcísio e Michelle ganham força na direita

Após derrota de Flávio, Tarcísio e Michelle ganham força na direita

 

Após a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e a ex-primeira-dama e senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL) despontam como expoentes da direita para 2030.

 

Enquanto Flávio ficará sem cargo e vê investigações crescerem ao seu redor, Tarcísio estará à frente do governo do maior estado do país. Michelle, que mesmo sem cargo já tinha destaque cada vez maior na direita, agora terá seu mandato como senadora pelo Distrito Federal como palanque.

 

Ambos são vistos como possíveis presidenciáveis em uma disputa em 2030, em um cenário visto como mais fácil, já sem Lula, hoje sem nenhum herdeiro claro.

 

Além de enfraquecer Flávio, a derrota do filho 01 do ex-presidente tira pontos do próprio Jair Bolsonaro (PL), que bancou a escolha do herdeiro. A maioria dos aliados do bolsonarismo preferia o nome de Tarcísio para a disputa.

 

Agora, o governador paulista tem quatro anos para preparar o caminho para unificar a direita em volta de seu nome. A seu favor, teve uma vitória folgada no estado de São Paulo, com 62,65% dos votos.

 

Tarcísio derrotou novamente Fernando Haddad (PT), desta vez sem precisar de segundo turno. Sua coligação reuniu, além de Republicanos e PL, partidos como PSD, MDB, União Brasil e PP, uma composição que pode servir de ponto de partida para uma articulação nacional.

 

Michelle

 

Com Flávio derrotado, Eduardo nos Estados Unidos e Jair preso, Michelle é o membro da família Bolsonaro com maior potencial político. Ela tem a seu favor o apoio de alas evangélicas, embora deva enfrentar oposição entre os filhos de Jair Bolsonaro.

 

A construção desse espaço começou antes de sua primeira disputa. Em 2023, Michelle assumiu a presidência nacional do PL Mulher, com uma agenda de viagens pelo país para estimular candidaturas femininas e organizar o partido. A função deu à ex-primeira-dama uma estrutura para ampliar sua atuação para além das aparições ao lado do marido.

 

Agora, chegará ao Senado ao lado de Bia Kicis (PL), também eleita pelo Distrito Federal, onde Damares Alves (Republicanos) já tem mandato. Como primeira-dama, Michelle investiu em pautas de inclusão de pessoas com deficiência, especialmente da comunidade surda, que também levou para sua campanha.


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